quinta-feira, julho 01, 2010

Se eu tivesse um conselho a dar...

Estou cansada de repetir os mesmos erros. Sempre acreditei que devo proporcionar às outras pessoas o que gostaria que elas me proporcionassem. E, falando de amor, eu acredito sinceramente nisso.

Nos últimos quinze meses de minha vida tive a oportunidade de experimentar diversas situações, novas ou não, que me fizeram questionar crenças, certezas, dúvidas, hábitos, inseguranças. Muitas vezes a ajuda profissional me permitiu questionar e enxergar além do óbvio, ou até mesmo o óbvio que, de tão óbvio, me era invisível.

Aprendi a ser um pouco egoísta. Não egoísta no sentido de prejudicar alguém, mas egoísta no sentido de tentar evitar que eu permita que as situações e pessoas me prejudiquem. Falta muito para que eu atinja o equilíbrio nesse aspecto de minha vida, mas pelo menos já consigo identificar quando estou me machucando.

Culpa, responsabilidade exagerada, medo de magoar. Quantas e quantas vezes já me despedacei por causa desses sentimentos? Quantas vezes deixei de viver minha vida, escolher meu caminho? Privei-me de amizades e novas oportunidades? Incontáveis vezes...

Dói muito ver alguém querido sofrer. Arrasa o coração não segurar a mão, não emprestar o ombro, não estar ao lado. Mas é infinitamente pior quando fazemos isso por medo, culpa, responsabilidade maternal. Impedimos o outro de crescer, alimentamos a dependência por algo que já se tornou destrutivo aos dois.

Tenho uma certa tendência a me colocar nessas situações. Tenho tendência a ser egoísta comigo mesma, privando-me para fazer os outros mais felizes. Estou cansada.

Se eu tivesse que dar um conselho, seria este: seja feliz consigo mesmo, pense em você em primeiro lugar. A máxima de que precisamos estar bem para fazer o bem é válida. Dê-se por inteiro ao ser amado, mas nunca se flagele por ele.

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