quarta-feira, maio 23, 2012

To feel love

Don't make me say it
You don't want to hear it
I held it in the hope my heart could change


You say you're not
But you seem so certain
I'm really sorry but I just don't feel the same
You can pin all the blame on me


Because I want to feel love
Real love
Deep, down love


Don't try to shatter all my hopes of true love
Don't try to tell me there's no such thing as "the one"
I understand
I understand clearly
It doesn't happen like it happens in the movies
I'm aware
I don't care
I'm a dreamer


And I want to feel love
Real love
Deep, down love
Deep, down love


While I was gone all my friends got married
Who's fooling who?
I don't want to die lonely
So love's got time
But I'm not gonna lie to you


But I want to feel love
Real love
Deep, down love

I want to feel love
Real love
True love


I want to feel love
True love
True love
True love
True, foolish love
Real love
True love


(Butterfly Boucher)

quarta-feira, maio 16, 2012

Alegoria

Se eu pudesse fazer uma alegoria para representar como me sinto no momento, diria que estou andando em um fio comprido, aterrorizada com a possibilidade da queda. O abismo abriga dores físicas e emocionais, incapacitação por apatia, depressão, tristeza. Não quero cair. Mas como o fio é comprido e o equilíbrio escasso, acabo caindo aqui e acolá. Eu quero sair desse fio, mas não sei como. Estou me desesperando com a falta de perspectiva e de força de vontade. Eu preciso de ajuda. Urgente. Eu preciso mudar alguma coisa. Urgente. Eu preciso de motivação. Urgente.

O sol

Eu passei horas infindáveis, dias incalculáveis, semanas indescritíveis, meses inimagináveis apenas... pensando em você. Desejando você com uma força maior do que eu supunha ter. Transbordando em lágrimas de modo recorrente, tendo sonhos ao repassar incansavelmente o trecho de música "eu só queria me casar / com alguém igual a você". Era você e essa música que povoavam meus minutos de consciência. Tanto, tão profundamente, que precisei ficar inconsciente.

Fiquei em um estado de suspensão, fiquei em coma, fiquei alheia ao mundo. Acreditei que não fosse voltar. Acreditei que tudo continuaria eternamente em tons cinzentos. E, num dia qualquer, em um momento qualquer, eu vi o sol. Sim, eu o vi literalmente, resplandecente num céu azul perfeito, e fui à praia sozinha. Sozinha, mas não mais solitária. Tímida, mas confiante. Devagar, mas na direção certa. Trêmula, mas a passos firmes.

E assim, dia após dia, semana após semana, eu voltei a enxergar as cores. E assim, quando eu não esperava, você me enxergou. Abriu a cortina que nos distanciava. Se aproximou receoso, vacilante, inseguro. E, quando me estendeu a mão, eu a mordi. Não sei se por raiva, mágoa ou por não querer te perder. Mas a mordi. E senti o gosto de meu próprio sangue.

(em 10.05.12)
"Ele lê em si como em livro aberto, e nada faz para reter as folhas que se desvanecem no vento de sua vida."

 (trecho do 'Manifesto Surrealista', por Andre Breton, 1924)

segunda-feira, maio 14, 2012

No recreio

Antes do próximo...

No recreio
Quer saber quando te olhei na piscina
Se apoiando com as mãos na borda
Fervendo a água que não era tão fria
E um azulejo se partiu porque a porta
Do nosso amor estava se abrindo
E os pés que irão por esse caminho
Vão terminar no altar
Eu só queria me casar
Com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter
Então quero mudar de lugar
Eu quero estar no lugar
Da sala pra te receber
Na cor do esmalte que você vai escolher
Só para as unhas pintar
Quando é que você vai sacar
Que o vão que fazem suas mãos
É só porque você não está comigo
Só é possível te amar...
Seus pés se espalham em fivelas e sandália
E o chão se abre por dois sorrisos
Virão guiando o seu corpo que é praia
De um escândalo, charme macio
Que o cor terá se derreter?
Que som os lábios vão morder?
Vem me ensinar a falar
Vem me ensinar ter você
Na minha boca agora mora o teu nome
É a vista que os meus olhos querem ter
Sem precisar procurar
Nem descansar e adormecer
Não quero acreditar que vou gastar desse modo a vida
Olhar pro céu só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar
O meu coração é o teu lar
E de que que adianta tanta mobília
Se você não está comigo
Só é possível te amar
Ouve os sinos, amor
Só é possível te amar
Escorre aos litros, o amor

(Cassia Eller)