sábado, junho 05, 2010

The only exception

When I was younger
I saw my daddy cry
And curse at the wind
He broke his own heart
And I watched
As he tried to reassemble it

And my momma swore that
She would never let herself forget
And that was the day that I promised
I'd never sing of love
If it does not exist

But darling,
You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception

Maybe I know, somewhere
Deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone
Keep a straight face

And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance
And up until now
I had sworn to myself that I'm
Content with loneliness
Because none of it was ever worth the risk

Well, You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception

I've got a tight grip on reality
But I can't
Let go of what's in front of me here
I know you're leaving
In the morning, when you wake up
Leave me with some kind of proof it's not a dream

You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception
You, are, the only exception

And I'm on my way to believing
Oh, And I'm on my way to believing

(Paramore)

quarta-feira, junho 02, 2010

De todas as maneiras

Escolho caminhos tortuosos para trilhar, e aparentemente nunca o mais fácil. Ando, corro, tropeço, levanto, sento, choro. Não há como saber qual o caminho certo, se é que existe este tipo de definição. Oscilo entre o tentar voltar e o ir mais rápido. Quero paz mas não suporto parar. Quero parar mas não consigo ficar calma. Quero ficar calma, mas a mente não obedece.

Drugs don't work anymore... sinto-me bêbada quando estou sóbria, e lúcida quando estou dopada. O que deveria ser anormal está se tornando anormalmente normal. Não sei mais o que é não estar ansiosa, preocupada com algo. Não sei mais o que é ler um livro com calma, sem devaneios da mente. Não sei mais descansar o corpo, sem anestesiar a alma. A mistura perigosa de dor e prazer está me cansando além de meus limites.

No momento estou aqui, sentada frente ao computador, com uma grande interrogação nas mãos. Fugir do mundo para sozinha lamber minhas feridas? Ou compartilhar a cura, sabendo que irei ganhar novas feridas?

Confesso que em passado recente tentei as duas formas. Ambas dolorosamente inúteis. Sozinha, foi um tanto quanto vazio e desesperador. Compartilhando, acabei sangrando mais do que devia.

De todas as maneiras

De todas as maneiras
Que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas pra sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coraçãao
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão

De todas as maneiras que há de amar
Já nos machucamos
Com todas as palavras feitas pra humilhar
Nos afagamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão

(Chico Buarque)