domingo, fevereiro 15, 2009

Errando o Alvo

Eu quero amar de novo. Não aquele amor que é puramente amizade, ou aquele amor que une os entes queridos. Aprendi a me amar novamente. Não que ainda não tenha minhas inseguranças, mas gosto cada vez mais de mim.
Tenho algo em mim que vem de tempos imemoriais: a satisfação em fazer feliz, em cuidar, em mimar. Pode ser um defeito, mas estou sentindo falta de exercitá-lo. Apesar da vocação maternal, não tenho vontade de ser mãe. Talvez porque já tenha sido mãe de uma criança a pedido (imposição) de minha mãe - fui a segunda mãe de minha irmã. Fiz o que pude e o que não pude, a despeito do desdém que recebia em troca. Levei caros cinco anos, aproximadamente, para abandonar esse 'papel'.
E agora, sozinha, sinto falta de alguém a quem me dedicar. Tudo bem, deveria dedicar-me somente a mim - que mal há? Mas isso não me basta, sinto-me insatisfeita sem ter alguém a quem fazer feliz em todos os sentidos. Nada me agrada mais do que acertar um presente, um carinho, uma atenção. Gosto do sorriso nos lábios alheios.
Devia ser mais egoísta, eu sei. Devia pensar mais em mim. Mas não consigo sufocar esse prazer intenso que sinto com a satisfação daqueles a quem estimo. Não consigo reprimir esse desejo de criar coisas, situações, eventos, para ver o sorriso de satisfação em outrem.
Nesse momento, além de me faltar esse outrem, falta-me quem me retribua essa minha dedicação incondicional à felicidade de quem gosto. Não que me faltem pretendentes. Falta-me o algo a mais que une duas pessoas. Ando errando o alvo.

Em 12.02.09

O que nos faz acordar

Estive refletindo... o que nos faz acordar pela manhã não é a esperança, é o amor.
O amor por um parente, pelo trabalho, pelos pais, filhos, por um amigo, um irmão, pela música, pela dança, pelo sol, pelo novo, por o que seja caro para cada um.
Não somos movidos somente por esperança; ela, em muitos momentos, se esgota. Mas mesmo nesses momentos irá haver algo ou alguém que te motive a dar o próximo passo. É o amor. Nem que seja o amor a si mesmo - a sobrevivência.

Siga em frente. Por amor.

Em 15.02.09

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Próxima Página

A sua escolha dói em mim
do momento em que acordo
ao instante em que adormeço

Fui acusada de crueldade
mas não sei que nome dar
a tal ato de indiferença
em relação a minhas escolhas

Não tive eu oportunidade
de opinar?

Não me deixou expressar
minhas vontades
E meu apreço desfez-se
em lágrimas de mágoa

Esforcei-me por virar a página
Mas meus ressentimentos
pesam no papel rabiscado
E me fazem sentir tudo por você
o que deveria
e o que não gostaria
de seguir sentindo

Fico com a folha rasgada
de nossa história
nas mãos
Ainda não sei ao certo
o que fazer com ela
Não consigo jogar fora
Esquecer não adianta

Tropeço nas lembranças
a todo momento
A mágoa cresce e toma corpo
tranformando-se em algo
que não quero sentir

Pego-me enraivecida
odiando tuas memórias
desprezando teus caminhos
desejando teu sumiço

Ansio pela próxima página.

Em 28.01.09

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A Saudade Não Passa

Tenho o raro e ingrato dom de fazer rir quem me faz chorar.

E a saudade que não passa???

>>>> cada dia demora anos para passar... acho que não deveria ser assim <<<<


Mais um ano se passou
Desde que você deixou
A saudade aqui comigo
Eu pensei que fosse fácil
Esquecer o seu abraço
A lembrança continua
sofro, choro pelas ruas
Busco por notícias suas
Não te acho em nenhum lugar
Sinto falta de você
O que fiz pra te perder?
Preciso tanto te esquecer

A noite é longa
O dia sem graça
Eu já fiz de tudo
A saudade não passa
Cadê o mundo
Que eu vivia
E você carregou?

Minha vida mudou tanto
Quando deito, vem o pranto
Não consigo mais dormir
Já não sei o que fazer
Outro amor não sei querer
Preciso tanto te esquecer.

(Intérprete: Marisa Monte)