terça-feira, dezembro 22, 2009

Time


I spy a girl with a book in hand
Playing games with her body to forget about a man
I spy a man with a book in hand
He's abusin everybody would agree that he can

Is it working?
Is it working for you?
Is it worth it?
Hide the eyes from the truth

I spy a girl with a falling man
Working nights, sleeping days to forget about the past
I spy a man with a twisted plan
Playing love with his body to escape the pain

Is it working?
Is it working for you?
Is it worth it?
Hide the eyes from the truth

Maybe time, can
Fill the empty heart inside
Maybe time, can
Wipe the tears away

(David Guetta)

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Meu domínio não tem fronteiras


Desculpe por invadir seu espaço. Mas meu domínio não tem fronteiras. Realmente não reconheço o limite para minhas vontades. É algo novo. Fresco e irresistível como uma virgem. Descubro cada dobra do tempo como se fosse infinito e me perco e me encontro em cada segundo vivido. Quando começa a cobrança os minutos pesam. Quando descubro o novo, os segundos voam. Como conciliar a vivência e a arte, a pele e a alma, o novo e o prescrito...

Em 12.11.09

Eu não preciso de você

Eu achei que precisasse de você. Quase enlouqueci quando você se foi, abandonando nossos momentos, memórias, risadas, olhares, músicas preferidas, implicâncias, desentendimentos e a certeza de que tudo sempre acaba em novas risadas.
Passei um tempo vagando pelas ruas e locais que me faziam lembrar você. Achei que fosse sufocar com a distância, com a sensação de saber que você não estava mais ao alcance de umas quadras.
Tempo difíceis. Não sabia que podia me sentir tão fragilizada, e não estava gostando nem um pouco da situação. Ser invadida por uma vontade irresistível de chorar no meio da rua definitivamente não estava me fazendo bem.
O tempo passou. E me deu um belo presente: a certeza de que realmente não preciso de você. Às vezes levamos tanto tempo para perceber coisas tão óbvias. Na verdade, o mais demorado não é perceber, e sim absorver essa certeza. Agora sou uma pessoa melhor. Para mim. Para você. Para nós.

Em 02.11.09


O curioso disso tudo é que as histórias se repetem. Levei cerca de 14 meses para superar algo que não tinha que ser. E agora tudo de novo. Tudo diferente, sofrimento do mesmo jeito.
Por que temos que ser tão intensos em tudo? Não seria mais fácil não haver posse, não sentir a perda, e sim felicitar-se com a felicidade de quem se ama? Ainda há um longo degrau na evolução... confesso. Para mim não é tão simples. Mas opto por ao menos tentar.
Live and let live.

Um dia qualquer

Era manhã. E como em muitas outras vezes, fui acometida por aquele sentimento familiarmente angustiante.
Joguei-me ao rodapé de uma parede sem móveis, como se aquele fosse o único lugar no mundo capaz de me abrigar. Queria sentir o chão frio em minhas bochechas incandescentes, enquanto meu corpo convulsionava pressionando o taco inerte.
Em meio à poça de lágrimas e muco formada instantaneamente, perguntava-me por que. Por que eu? Por que assim? Não conseguia me sentir feliz nem realizada, não importava o que fizesse. Meu corpo e alma pesavam como âncoras de um navio abandonado.
Sentia-me só, desamparada, tolhida, sem forças para erguer-me novamente. A visão cedia lugar a uma névoa, turvando tudo ao meu redor. Não importava mais onde estava, e sim o fato de meu corpo estar completamente colado ao chão, minha face mergulhada em minhas próprias secreções. Queria ficar na posição em que realmente me sentia internamente: ali, no chão, humilhada ante à minha própria impotência de mudar.
Os gemidos e soluços nunca foram ouvidos, nem lamentados ou apaziguados. A conversa era comigo mesma. A dor que me perseguia só poderia ser abrandada por mim.
Tentei abrir os olhos outra vez, ainda sem sucesso. A essa altura, não havia mais do que pálpebras inchadas onde antes havia olhos. Um esforço maior, e supero a dor de me forçar a enxergar novamente.
Levanto. Caminho até o banheiro. Miro-me no espelho: essa deformidade sou eu mesma? Ainda há alguém aí? Lavo o rosto dolorido e inchado. Limpo o chão molhado. Vou fazer o almoço. Mais um dia começando.

Em 05.10.09

Quien fuera

Estoy buscando una palabra
En el umbral de tu misterio
Quien fuera ali baba
Quien fuera el mitico simbad
Quien fuera un poderoso sortilegio
Quien fuera encantador.

Estoy buscando una escafandra
Al pie del mar de los delirios
Quien fuera jackes coustou
Quien fuera nemo el capitan
Quien fuera el batiscafo de tu abismo
Quien fuera explorador.

Corazon, corazon obscuro
Corazon, corazon con muros
Corazon que se esconde
Corazon que esta donde corazon
Corazon en fuga, herido de dudas de amor

Estoy buscando melodias
Para tener como llamarte
Quien fuera ruiseñor
Quien fuera lennon y mcartney,
Sindo garay, violeta, chico buarque,
Quien fuera tu trovador.

Corazon, corazon obscuro
Corazon,corazon con muros
Corazon que esconde
Corazon que esta donde el corazon
Corazon en fuga, herido de dudas de amor (corazon)

(Silvio Rodriguez)