domingo, março 29, 2009

Um dia para mim

Hoje acordei com vontade de escrever, mas sem nenhuma inspiração. Noite mal dormida, pensamentos, lembranças, projetos e até mesmo decisões vagavam pelas paredes e teto do meu quarto madrugada adentro. De olhos abertos no escuro, via cada uma emergir e esmorecer no labirinto de minhas loucuras. Essa noite nem desejei dormir. Estava pacífica com o caleidoscópio de emoções e questionamentos.

Ao acordar (será que dormi?) vejo pingos na janela, e escuto aquele som gostoso da chuva fina caindo nas plantas, pedras, asfalto, na vida lá fora. Eu aqui dentro, envolta em meu edredon preferido, abro um sorriso. Sou feliz. Estou em paz.

Mais um dia para me encontrar. Mais um dia para me perder. Estou no meu canto, meu recanto, meu espaço, meu aconchego. Aqui sou eu, sou nua, sou crua. Aqui sou o que quero e não o que queres. Meu pensamento vagueia e desvia de ti, nem que seja só por hoje.



Dedico essa música que adoro a um ex(?)-amigo:

Every time I think of you
I get a shot right through
Into a bolt of blue
It's no problem of mine
But it's a problem I find
Living the life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
And every day my confusion grows

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for the final moment
You say the words that I can't say

I feel fine and I feel good
I feel like I never should
Whenever I get this way
I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be

(New Order)

domingo, março 22, 2009

Sanctuary

Who needs the sun, when the rain's so full of life
Who needs the sky, when the ground's open wide
It's here in your arms I want to be buried
You are my sanctuary

Who needs a smile, when a tear's so full of love
Who needs a home, with the stars up above
It's here in your heart I want to be carried
You are my sanctuary

Who needs the light, with the darkness in your eyes
Who needs to sleep, with the stars in the sky
It's here in your soul I want to be married
You are my sanctuary

(Spoken:)
And the earth was void and empty
And darkness was upon the face of the earth

Is all of this pain so necessary
You are my sanctuary

Surely whoever speaks to me in the right voice

Him or her I shall follow
As the water follows the moon, silently

(Madonna)

quinta-feira, março 19, 2009

Dicotomia

Cambaleio entre a sanidade e a loucura
e torço palavras pra moldar minha dor
Quando grito, temo que ninguém me ouça
então choro e rio intensamente
para provar que ainda estou viva

Estico as mãos e estendo os braços
Despejo loucuras e desfaço ilusões
Invento sentidos e ignoro razões
Faço nós e desamarro laços

Em 19.03.09

sexta-feira, março 13, 2009

Música para Mim

Isso... encha meu coração com suas palavras mágicas. E esvazie minha mente. Os sinais errados correm frouxamente por meu corpo. Apague-os. Sinto a melodia dar cadência ao meu pulsar. Fico mais leve... ligeiramente torpe. Não quero ir a lugar algum. Ao contrário, quero paralisar meus desejos. Sentir somente a transformação interior. Se olhar para trás, verei destroços de sonhos. Ao olhar para a frente, terra fértil. Convença-me a nunca voltar. Ajude-me a seguir. Não tão depressa... mas constante. Posso até correr, cair, desde que possua forças para levantar e seguir. É o momento. Página em branco. Consciência serena de quem tentou o possível. Sempre.

Em 13.03.09

segunda-feira, março 09, 2009

Por que complicar?

Apesar de estar tudo doendo do lado de fora, sinto algo em mim que sorri, que luta, que vive, que ainda acredita na simplicidade das coisas. Estou profundamente machucada, mas pulsante, ávida pelo próximo passo. A intensidade da queda me assusta, confesso... mas não me desanima... há tanta beleza nesse mundo de contrastes... nesse mundo tão intenso como eu. Não há como desistir. As dificuldades sempre podem se tornar piores. E pior pode se tornar também minha insistência em acreditar que algo de bom está ali fora, só aguardando o momento certo.

Minhas horas confundem-se com os segundos e os minutos e as semanas e os meses... quando dou por mim, viajei durante horas em um minuto... ou passei meses que poderiam ser resumidos em segundos de emoção sem fim... e a semana que não teve mais do que 60 minutos? A tênue linha que separa a sensação de tempo da contagem humana dos dias pregou-me peças... Como contarei meus últimos meses? Como contarei meus últimos dias? Como contarei minhas últimas horas? Intensos, entediantes, doloridos. Paradoxalmente, conflituosos, divertidos, necessários.

Sou uma espécie de esponja (será por isso minha empatia pelo Bob Sponja?), absorvendo tudo ao meu redor, filtrando muito pouco, e me envolvendo quase sempre. Acabo sofrendo junto com os que tenho em alta estima, independente se deveria ou não sentir assim, se deveria ou não deixar meu apreço à mostra, para ser flagelado pelos menos sensíveis. As possibilidades de lidar com tais peculiaridades são as mais variadas. Por enquanto sei que estou me expondo, mostrando a face, baixando a guarda.... mas há muito por vir.

Em 09.03.09