quinta-feira, dezembro 25, 2008

Aprendizado

Quero você. E o pior é que você sabe.
Dói ser ignorada, sabia?
Desculpas não cicatrizam feridas abertas.
Ao contrário, sangram sem curativos efetivos.
Agradeço o aprendizado forçado. Não vou esquecer.

Em 24.12.08

Coisa alguma

Meu coração não cabe mais em mim. Dói mantê-lo onde ele deve ficar.
Compartilho com ninguém a dor do meu peito.
Lágrimas em vão, para sarar minha sede de coisa alguma.

Em 24.12.08

Sem disfarce

Sinto o cheiro do que gosto em minhas mãos
Tão perto, tão longe
Sensações confusas, sorriso confesso
Acho que gosto desse sabor
Desse "eu quero você agora" pra sempre
Acho que gosto desse torpor
Desse "sou feliz agora" pra sempre
Caminho aparentemente sem rumo
Mas sei onde quero chegar
Esse sorriso ainda me denuncia...

Em 24.12.08

Desabrochar

Quando eu me tirei de dentro de mim
foi uma agradável surpresa
Havia esquecido tanta coisa
Tanto riso, espontaneidade
Liberdade de ser parde de mim mesma
O mundo me recebeu de volta
Para minha surpresa, de braços abertos
Chorei, sorri, me perdi e me encontrei
Descobri beleza onde não pensava encontrar
Deleitei-me com pequenas coisas
Abraços, sorrisos, lágrimas
Felizes e tristes, tudo me fascina e comove
Amizade, paixão, ciúme, saudade
Aprendi a gostar de tudo
Da minha forma, exagerada
Ingenuamente maliciosa
Suavemente marcante
Infinitamente efêmera

Em 23.12.08

domingo, dezembro 21, 2008

Nada

Pode um vazio ser tão grande?
Nada preenche esse nada
Música, bebida, risos, comida
Nada preenche esse nada
Sexo, abraço, beijo, cansaço
Nada preenche esse nada
Pode um vazio ser tão grande.

Em 21.12.08

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Wake Me Up

Wake me up when it's over,
Wake me up when it's done,
When he's gone away and taken everything,
Wake me up.

Wake me up when the skies are clearing,
When the water is still,
'cause I will not watch the ships sail away so,
Please say you will.

If it were any other day,
This wouldn't get the best of me.
But today I'm not so strong,
So lay me down with a sad song,
And when it stops then you know I've been,
Gone too long.

But don't shake me awake,
Don't bend me or I will break,
Come find me somewhere between my dreams,
With the sun on my face.
I will still feel it later on,
But for now I'd rather be asleep.

(Norah Jones)

quinta-feira, novembro 27, 2008

O nosso show já terminou

O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu do nós
Uma verdade que insistimos em não ver

Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer

E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade começa
num adeus

Me abrace sem chorar
Sem lenço branco na partida
Eu também vou tentar
Sorrir em nossa despedida
Não fale agora
Não há mais nada
O nosso show já terminou

(Roberto Carlos)

terça-feira, novembro 25, 2008

Parte de Mim

Você levou consigo parte de minha alegria de viver. Não vou fingir que estou arrasada, pois não estou. Nem sem esperanças no futuro. Ao contrário, acredito muito na minha felicidade. Porém, no momento estou apática, sem muita vontade de rir do que antes me arrancava gargalhadas. De repente as cores receberam uma pincelada de cinza. Deve ser assim que terminam relacionamentos mal acabados. Nunca havia passado por tal situação com tamanha intensidade. Acho que no afã de viver, acabei vivendo em exagero. Deveria ter sido mais comedida. Deveria ter ouvido mais o que não foi dito. Mas tudo bem. Não há arrependimentos. Só pelo que não vivi.

Em 24.11.08

quarta-feira, novembro 12, 2008

Alma Cansada

Estou tão cansada... não o cansaço físico habitual. Este cansaço é da alma; minha alma está cansada dos relacionamentos humanos. Tanto esforço por tão pouco. Acredito nas pessoas, entrego-me. Mas faz muito tempo que não choro com um sorriso nos lábios. Como as lágrimas de contentamento ao rodopiar em um campo de tulipas amarelas. Isso nunca mais ocorreu.
Estou cansada de chorar, de tentar, de lutar, de agradar, de divertir, de ser o que as pessoas veem em mim. No momento quero ser nada, quero sentir nada. Quero flutuar por aí, boiar no universo de seres tão perversos e complicados.

Em 11.11.08

Parque

Se eu me afasto, dói. E machuco, pois na indiferença sou cruel. Se me aproximo, dói. A realidade também é cruel. Como parar tudo isso? Estou sentindo meu coração dilacerado, minhas crenças desmentidas, minhas decisões inúteis. Corro sempre pro lado que dói, mas qual lado que não dói agora?
Malabarismos com meus sentimentos, roda-gigante com meus sonhos, montanha-russa com meu querer... nesse parque nem um pouco divertido.

Em 11.11.08

terça-feira, novembro 11, 2008

Labirintos

Sofro tanto por saber que não devia estar sofrendo...Cada lágrima em meus lábios desperta um sentimento de intensa angústia, um saber que esse sabor salgado é sem sentido. Lavo o rosto em desgosto profundo, ressecando a pele e entumescendo os olhos. Não sei qual a pior dor: a de sofrer ou a de saber que não vale a pena sofrer. E como tudo está misturado, continuo a lavar a alma com as lágrimas do corpo.
A respiração fica cada vez mais difícil, assim como meu discernimento em relação às dores que sinto. Quando a visão anuvia, olho para dentro. Mas nem sempre vejo o que gostaria. Vejo confusão, menina acanhada em seu próprio mundo fantasiado. Vejo desespero, guerreira lutando contra fantasmas. Vejo força, mulher determinada a construir seu mundo.
Em meio a tantos caminhos, sigo em frente, percorrendo labirintos que eu mesma criei. Agora é questão de tempo eu encontrar a saída.

Em 10.11.08

quarta-feira, novembro 05, 2008

Borderline

Esse baile de máscaras tem me cansado
É bonito, mas vazio
Chego a ficar em êxtase nos momentos bons
Mas quando a alegria acaba,
o equilíbrio se perde
e eu afundo em abismos solitários
Preciso interromper o padrão
do meu querer quase sem querer
E passar a querer
quem realmente me quer

Em 05.11.08
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Something in the way you love me
Won't let me be
I don't want to be your prisoner so baby
Won't you set me free
Stop playing with my heart
Finish what you start
When you make my love come down
If you want me let me know
Baby let it show
Honey don't you fool around
Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

Borderline
Feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love
Over the borderline
Borderline
Feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love
Over the borderline

Something in your eyes
Is makin' such a fool of me
When you hold me in your arms
You love me till I just can't see
But then you let me down
When I look around, baby you just can't be found
Stop driving me away, I just wanna stay
There's something I just got to say
Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

(Madonna / Reggie Lucas)

quinta-feira, outubro 30, 2008

Paradoxo

Essa entrega me mata
lentamente, como gosto
com jeito de última chance
Não temos muito tempo
As decisões são tomadas em impulsos
E voltamos atrás tantas vezes
que não lembramos mais o caminho de volta
Não segure minha mão
pois não há lugar onde possa te levar
Vim de longe e não quero voltar

A maneira de me enxergar
é te observando
Alimenta o bem querer duvidoso
de querer estar longe
Afasta o laço latente
de unir as emoções
em um ritmo docemente amargo
Corta o fluxo incessante
de ingênua crueldade
Maltrata a semente que teima em germinar
Sufoca, despista, hesita, evita
E termina com lágrimas no colchão

Em 30.10.08

sábado, outubro 04, 2008

A Inocência do Prazer

Nooooossa, sempre me enganando... quando digo que quero parar, aí que invento um motivo para recomeçar... Meu coração que aguente!


Já passou, fomos perdoados
Por todos os deuses do amor
Acabou, podemos ser claros
Como era antes, seja lá como for
Alguém tentou desesperadamente
Sentir algo decente
Sou feliz, pois já fui julgada
Daqui pra frente, tudo é meu
Então fala baixo
Fala baixo e sente
Eu vou te dar um presente

Vento novo, flores e cores
Fim do verão tropical
Novos ares, novos amores
Tudo volta ao seu estado normal
Sou feliz e trago as provas
Nos meus olhos molhados
E vejo a vida tão diferente
Eu já posso entender
A inocência do prazer
Então fala baixo
Fala baixo e sente
Eu vou te dar um presente

(Cazuza / George Israel)

quarta-feira, setembro 10, 2008

There Is A Light That Never Goes Out

Ouvindo esta música, lembrei de um amigo... foi uma época divertida!

Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I heaven't got one
Anymore

Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see lights
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because is not my home, is their home
And I'm welcome no more

And if a double decker bus
Crashes into us
To died by your side
It's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To died by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine

Take me out tonight
Oh, take me anywere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkned underpass
I tought 'Oh God, my chance has come at last'
But then a strange fear gripped me
and I just couldn't ask

Take me out tonight
Don't take me anywere, I don't care
I don't care, Idon't care
Driving in your car
I never, never want to go home
Because I heaven't got one, no, no
Oh, I heaven't got one

And if a double decker bus
Crashes into us
To died by your side
It's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To died by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine

There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out

And if a double decker bus, crashes into us
To died by your side it's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck, kills the both of us
To died by your side, well the pleasure and the
privilege is mine

There is a light that never goes out...

(Morrissey / Johnny Marr)


quarta-feira, agosto 27, 2008

Natimorto

Corro para ti como mariposa em busca de luz
Sei que o final é sempre o mesmo
Mas teimo em errar sem refletir
O pior é ter que conviver com a certeza
De um amor natimorto

Dói, mas gosto de sentir seu cheiro
Confunde, mas gosto de ouvir sua voz
Arranho, mas gosto de marcar sua pele
Mesmo sabendo que nada do que faço
Marca sua alma de verdade

Não sou ingênua
O que faço me machuca
O que sinto não atenua
A vontade de me sentir acolhida

Já tem data o final
Só finjo que não sei
O quanto está perto
De eu perder as esperanças

Choro sabendo como devo parar
Sofro sabendo que não vale a pena
E ainda assim tento te dizer
Que ainda resta em mim afago

Devemos mesmo sufocar amor?
Devemos mesmo sabotar sonhos?
Devemos mesmo desacreditar amizades?
E quando devemos ser nós mesmos?

Eu sou e só dói...

Em 27.08.08

segunda-feira, agosto 25, 2008

Devaneio

Encaro seus olhos como se quisesse penetrar em seus pensamentos.
Você faz uma careta.
Desarma-me.
Abraço-te apertado como se quisesse gravar teu cheiro em minha pele.
Você beija meu ouvido.
Irrita-me.
Cheiro seu pescoço como se dependesse dele para respirar.
Você me aperta.
Desconcentra-me.
Beijo sua boca como se fosse matar minha sede pelo novo.
Você corresponde.
Esqueço tudo.
Entrego-me.

Em 29.07.08

quarta-feira, agosto 20, 2008

Minha definição de paixonite

garoto, você bagunçou meu coração...
e o pior: sei que você não sabe o que está fazendo
também não sei o que estou fazendo
talvez tentando me dar um rumo
talvez exatamente o oposto
quero experimentar você
avançar por todos os limites
sem perguntar se posso
você já deixou...
agora sou eu quem quer parar um pouco
puxar as rédeas
que sei que não tenho
onde isso vai dar?
você também não sabe
eu sei...
quero parar e não consigo
parar de pensar
começar a pensar
fugir de mim
me encontrar
mas encontro você em mim
o que fazer?
acho que não aprendi a dizer não
somente para mim
e mais ninguém

você me testa
sem saber
que isso causa dor
você me usa
sem saber
que te uso também
você me quer
sem saber
que quero muito mais do que falo
você me tenta
sem saber
que sou tentada a deixá-lo
você me ama
sem saber
que amo minha liberdade fingida
você me chama
sem saber
que te chamo em silêncio muitas vezes
você me ignora
sem saber
que eu ignoro seus motivos
você me dá prazer
sabendo
que tenho prazer nisso

gosto do gosto
que você deixa em mim
gosto do cheiro
que você deixa em mim
gosto da voz
que você usa pra mim
gosto da máscara
que você usa pra mim
só que às vezes brincar cansa
sonhar cansa
imaginar entedia e inebria
minha mente devaneia
e fica mansa
incendeia
e finalmente descansa

quero parar por aqui

Em 04.08.08

sexta-feira, junho 13, 2008

Falando de Felicidade

É fácil falar sobre felicidade quando se está alegre. Por isso escolhi um momento confuso, meio triste, porém equilibrado, para escrever sobre o assunto.

Achava impossível dizer “Sou feliz”. Do fundo do meu coração, considerava a felicidade como algo semelhante à alegria – “Dá e passa rápido.”

Sim, como seres humanos somos seres intrinsecamente incompletos. Sempre desejamos algo a mais, nem que seja mais do mesmo. E assim, de desejo em desejo, experimentamos a satisfação e a frustração. O problema é que quando olhamos para trás, tendemos a lembrar mais da frustração – é o que deixa marcas mais profundas. Ou então, lembramos apenas da satisfação – e lamentamos o passado ter sido tão breve.

Ora, ela não havia dito que iria escrever sobre felicidade? – você deve estar se perguntando. Pois é, só que o desejo está muito ligado à felicidade. No momento em que entendemos os desejos e ambições como simples possibilidades, sem associar a ansiedade, lamentos ou frustrações, seremos mais leves.

Viver o momento presente. Parece bobo. Mas é muito difícil viver o momento presente. Só o momento presente. Sem frustração ou arrependimentos do passado. Sem ansiedade ou medo do futuro. Muito difícil. Mas não impossível. Pode-se atingir diferentes graus desprendimento do passado e do futuro. Pare no grau em que você se sentir confortável. Pare no ponto onde você consiga dizer: “Eu sou feliz.”

Recentemente, passei por momentos muito tristes na minha vida. Momentos que inclusive ofuscaram por completo conquistas importantes. E mesmo assim, em nenhum momento pensei “Como sou infeliz.” Pensei: “Como estou triste.” Há uma imensa e sutil diferença na forma de encarar as situações adversas da vida.

Hoje acredito que sou feliz. Tenho saúde, nem tão boa assim. Tenho dinheiro, nem tanto assim. Tenho um relacionamento, nem perto de maravilhoso. Mas não lamento, não sou infeliz. A vida é um mar de possibilidades e oportunidades. Mas deve-se estar no momento presente para conseguir enxergar e aproveitar o que a vida oferece.

Em 10.06.08