Há umas três semanas atrás, era incrível como eu te olhava e pensava na sorte de ter te conhecido. Sentia-me profundamente grata à vida por ter colocado em meu caminho pessoa tão maravilhosa. Todo o carinho e a atenção que me eram dados me deixavam nas nuvens. Eu tinha vontade de gritar ao mundo o quão feliz e sortuda eu era, veja só!
Então, há umas duas semanas, percebi que o que eu havia entendido como uma confusão natural pela situação onde você se encontrava era muito mais do que eu imaginava. Ao invés de seguir em frente, você retrocedeu, deixando um vazio enorme onde antes era amizade, cumplicidade e paixão. Nesse momento eu quis gritar ao mundo minha mágoa e decepção.
Em um período de exatos setenta e cinco dias, te conheci e te perdi. Agora a sensação é a de que somos estranhos. Onde antes eu encontrava felicidade, há vazio. Onde antes eu encontrava amizade, há silêncio. Onde antes eu encontrava cumplicidade, há afastamento. Onde antes eu encontrava paixão, há dor.
Difícil fingir que nada aconteceu.
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