sexta-feira, julho 30, 2010

There was a boy ...

There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he

And then one day
A magic day he passed my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved
In return"

(Ewan McGregor - Moulin Rouge / Original: Eden Ahbez)

quarta-feira, julho 28, 2010

A menininha

A menininha foi assassinada. Um punhal de mágoa a transpassou. Um golpe de decepção, foi elevada às alturas e solta para cair. No abismo, frustração, inconformismo, raiva, tristeza.

Mas ela ainda agonizava. O silêncio a matou.

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Cuidado, não há mais menininha aqui.

(em 22.07.10)

quarta-feira, julho 21, 2010

O certo e o errado

Existe o certo, o errado e todo o resto. (Daniel Oliveira - filme Cazuza)

Sempre vivi com o estigma de certo e errado. O peso era enorme e sufocante. Não dava um passo sem pesar os dois lados. A repressão fazia com que a imaginação voasse, e a inteligência se desenvolvesse. Tornei-me traça de livros. Observadora do mundo. Contestadora silenciosa. Palestrante muda. Escritora sem papel. Mas a culpa massacrava-me. Por que questionava assuntos sobre os quais ninguém falava? Por que elaborava questões que nunca tinham resposta?

Obviamente, com o passar dos anos, tornei-me uma revoltada. Não revoltada pela violência, e sim pelas idéias. Era como se debatesse internamente qualquer discussão. Questionava, defendia e acusava. Conseguia ser defesa e promotoria ao mesmo tempo. E não entendia. Como pode haver tamanha dualidade?

Confesso que essa falta de certeza ainda me deixa desconfortável. Seria mais fácil se tivéssemos mais certezas na vida. Infelizmente, quanto mais certezas, mais inflexibilidade e, consequentemente, dor. A vida não é tão previsível quanto gostaríamos.

O caminho do questionamento foi bem cansativo. Talvez tenha até confundido algumas pessoas. Mas eu também estava tentando chegar a algum lugar. Sempre me recolhi em momentos difíceis. Acho que tinha dificuldade de compartilhar quando o problema era realmente profundo. Até hoje, inclusive. Prefiro o silêncio. Prefiro a solidão.

Nos meus altos e baixos, tem uma coisa com a qual não me conformo: não ter a oportunidade nem de errar. Isso me mata. Corta a árvore pela raiz. Se eu quiser acertar, pelo menos me dê a chance de errar. Essa história de ‘tenho medo’, de ‘não quero errar de novo’ acaba comigo. Eu tenho tanto a oferecer, e certas pessoas simplesmente negam pelo medo do novo. Acredito que essa seja a prova mais difícil para mim.

Eu tento. Sou amiga. Sou confidente. Sou amante. Sou psicóloga. Sou filósofa e escritora. Sou mulher. Mas, contra o pavor do novo, ninguém pode. Eu converso. Eu me calo. Eu ouço. Mas não converto ninguém. Cada um segue o próprio coração ou razão. Cada um tem seu tempo de aprendizado. Difícil é esperar quando se gosta. Angústia infinita. Impotência desesperadora.

Quero aprender, só não pretendia que fosse um processo tão doloroso.

terça-feira, julho 20, 2010

O Mundo É Um Moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

(Cartola)

domingo, julho 18, 2010

Cronologia

DURANTE...

Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face

And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk

But you are the only exception
But you are the only exception
But you are the only exception
But you are the only exception
(Paramore)


UM POUCO DEPOIS...

Where do we go from here?
This isn't where we intended to be
We had it all
You believed in me
I believed in you

Certainties disappears
What do we do for a dream to survive
How do we keep all our passions alive?
As we used to do
(Madonna)


UM POUCO DEPOIS E DEPOIS...

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
(Caetano)


UM POUCO DEPOIS E DEPOIS E DEPOIS...

Your heart is not open so I must go
The spell has been broken, I loved you so
Freedom comes when you learn to let go
Creation comes when you learn to say no

You were my lesson I had to learn
I was your fortress you had to burn
Pain is a warning that something's wrong
I pray to God that it won't be long
Do you wanna go higher

There's nothing left to lose
There's no more heart to bruise
There's no greater power
Than the power of good-bye
(Madonna)

sexta-feira, julho 16, 2010

Eu queria gritar ao mundo

Há umas três semanas atrás, era incrível como eu te olhava e pensava na sorte de ter te conhecido. Sentia-me profundamente grata à vida por ter colocado em meu caminho pessoa tão maravilhosa. Todo o carinho e a atenção que me eram dados me deixavam nas nuvens. Eu tinha vontade de gritar ao mundo o quão feliz e sortuda eu era, veja só!
Então, há umas duas semanas, percebi que o que eu havia entendido como uma confusão natural pela situação onde você se encontrava era muito mais do que eu imaginava. Ao invés de seguir em frente, você retrocedeu, deixando um vazio enorme onde antes era amizade, cumplicidade e paixão. Nesse momento eu quis gritar ao mundo minha mágoa e decepção.
Em um período de exatos setenta e cinco dias, te conheci e te perdi. Agora a sensação é a de que somos estranhos. Onde antes eu encontrava felicidade, há vazio. Onde antes eu encontrava amizade, há silêncio. Onde antes eu encontrava cumplicidade, há afastamento. Onde antes eu encontrava paixão, há dor.
Difícil fingir que nada aconteceu.

Eu cresço

Ando no mundo da lua
Desde que você, com sua partida
Deixou-me frágil, sentindo-me nua

Sem esperanças no agora
Levantar-me, deitar-me
Cada dia é uma pequena vitória

Queria somente que o tempo voasse
Que você se fosse de mim
Que o vento te levasse

Sou mais forte do que pareço
Posso até me dobrar, mas não quebro
Posso até me desesperar, mas não enlouqueço
E se tudo piorar, eu cresço

domingo, julho 11, 2010

Halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light

I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again

Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
The risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace

You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

(Beyoncé)

quinta-feira, julho 08, 2010

Breathless

Tell me how can I live with no air?

I'm drowning, baby... I feel nothing inside of me... It's like a huge hole growing faster and faster... The pain is tearing me apart. Try to catch some air, vainly.
Love can hurt so bad. My chest is killing me. My love is now a tumor taking over my heart. I wanna shout, I wanna run from the pain, but I just can't.
I can only cry. Tears of distilled pain and misery. My sore eyes are blind. Can't see anything but pain, can't feel anything but sorrow.

I'm in despair. Tonight. Whish you were here.

terça-feira, julho 06, 2010

Conversa com o coração

Ah, coração vadio... Por que me trais assim? Quantas decepções serão necessárias mais? Por que ainda não endureceste? Sua mágoa espalha-se por meu corpo como câncer. Qual o tratamento, diga-me?

Por vezes tentei adestrar-te, corrigir-te ou mesmo reprimir-te. Como és rebelde. Ignorou minhas súplicas, minhas reprimendas, meus lamentos e até mesmo meus pedidos de ajuda.

Por favor, desta vez coopere. Preciso transformar-te em pedra, preciso blindar-te já que não posso arrancar-te de meu peito. Vamos combinar assim, eu tiro as dores de dentro de ti e tu não deixas mais ninguém entrar, ok?

Obrigada por tudo. Está na hora de descansar.

segunda-feira, julho 05, 2010

I know

So be it, I'm your crowbar
If that's what I am so far
Until you get out of this mess
And I will pretend
That I don't know of your sins
Until you are ready to confess
But all the time, all the time
I'll know, I'll know


And you can use my skin
To bury secrets in
And I will settle you down
And at my own suggestion
I will ask no questions
While I do my thing in the background
But all the time, all the time
I'll know, I'll know


Baby, I can't help you out while she's still around...

So for the time being, I'm being patient
And amidst this bitterness
If you'll just consider this
Even if it don't make sense all the time, give it time
And when the crowd becomes your burden
And you've early closed your curtains
I'll wait by the backstage door
While you try to find the lines to speak your mind
And pry it open, hoping for an encore


And if it gets too late for me to wait
For you to find you love me, and tell me so
It's ok, don't need to say it


(Fiona Apple)

quinta-feira, julho 01, 2010

Se eu tivesse um conselho a dar...

Estou cansada de repetir os mesmos erros. Sempre acreditei que devo proporcionar às outras pessoas o que gostaria que elas me proporcionassem. E, falando de amor, eu acredito sinceramente nisso.

Nos últimos quinze meses de minha vida tive a oportunidade de experimentar diversas situações, novas ou não, que me fizeram questionar crenças, certezas, dúvidas, hábitos, inseguranças. Muitas vezes a ajuda profissional me permitiu questionar e enxergar além do óbvio, ou até mesmo o óbvio que, de tão óbvio, me era invisível.

Aprendi a ser um pouco egoísta. Não egoísta no sentido de prejudicar alguém, mas egoísta no sentido de tentar evitar que eu permita que as situações e pessoas me prejudiquem. Falta muito para que eu atinja o equilíbrio nesse aspecto de minha vida, mas pelo menos já consigo identificar quando estou me machucando.

Culpa, responsabilidade exagerada, medo de magoar. Quantas e quantas vezes já me despedacei por causa desses sentimentos? Quantas vezes deixei de viver minha vida, escolher meu caminho? Privei-me de amizades e novas oportunidades? Incontáveis vezes...

Dói muito ver alguém querido sofrer. Arrasa o coração não segurar a mão, não emprestar o ombro, não estar ao lado. Mas é infinitamente pior quando fazemos isso por medo, culpa, responsabilidade maternal. Impedimos o outro de crescer, alimentamos a dependência por algo que já se tornou destrutivo aos dois.

Tenho uma certa tendência a me colocar nessas situações. Tenho tendência a ser egoísta comigo mesma, privando-me para fazer os outros mais felizes. Estou cansada.

Se eu tivesse que dar um conselho, seria este: seja feliz consigo mesmo, pense em você em primeiro lugar. A máxima de que precisamos estar bem para fazer o bem é válida. Dê-se por inteiro ao ser amado, mas nunca se flagele por ele.