quinta-feira, outubro 30, 2008

Paradoxo

Essa entrega me mata
lentamente, como gosto
com jeito de última chance
Não temos muito tempo
As decisões são tomadas em impulsos
E voltamos atrás tantas vezes
que não lembramos mais o caminho de volta
Não segure minha mão
pois não há lugar onde possa te levar
Vim de longe e não quero voltar

A maneira de me enxergar
é te observando
Alimenta o bem querer duvidoso
de querer estar longe
Afasta o laço latente
de unir as emoções
em um ritmo docemente amargo
Corta o fluxo incessante
de ingênua crueldade
Maltrata a semente que teima em germinar
Sufoca, despista, hesita, evita
E termina com lágrimas no colchão

Em 30.10.08

sábado, outubro 04, 2008

A Inocência do Prazer

Nooooossa, sempre me enganando... quando digo que quero parar, aí que invento um motivo para recomeçar... Meu coração que aguente!


Já passou, fomos perdoados
Por todos os deuses do amor
Acabou, podemos ser claros
Como era antes, seja lá como for
Alguém tentou desesperadamente
Sentir algo decente
Sou feliz, pois já fui julgada
Daqui pra frente, tudo é meu
Então fala baixo
Fala baixo e sente
Eu vou te dar um presente

Vento novo, flores e cores
Fim do verão tropical
Novos ares, novos amores
Tudo volta ao seu estado normal
Sou feliz e trago as provas
Nos meus olhos molhados
E vejo a vida tão diferente
Eu já posso entender
A inocência do prazer
Então fala baixo
Fala baixo e sente
Eu vou te dar um presente

(Cazuza / George Israel)