domingo, agosto 23, 2009

Romance Ideal


Era só uma menina
E eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi

Era só uma menina
E eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim
Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance
É tudo que eu quis
Se eu queria enlouquecer
Esse é o romance ideal
Eu não pedi que ela ficasse
Ela sabe que na volta
Ainda vou estar aqui
Ela é só uma menina
E eu pagando pelos erros
Que eu nem sei se cometi
Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance
É tudo que eu quis
Se eu queria enlouquecer
Esse é o romance ideal

(Paralamas)

quarta-feira, agosto 12, 2009

I try to put it in the past

I try to put it in the past
Hold on to myself and don't look back

So let me go, just let me fly away
Let me feel the space between us, growing deeper
And much darker everyday
Watch me now and I'll be someone new
My heart will be unbroken, it will open up
For everyone but you

Even when I cross the line
It's like a lie I've told a thousand times

And part of me still believes
When you say you're gonna stick around
And part of me still believes
We can find a way to work it out
But I know that we tried everything we could try
So let's just say goodbye forever

I don't wanna dream about
All the things that never were
And maybe I can live without
When I'm out from under
I don't wanna feel the pain
What good would it do me now?
I'll get it all figured out
When I'm out from under

(Britney Spears)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Amor Amputado

Quando alguém te oferece o mundo em forma de amor e você rejeita, sem motivo plausível ou consistente, isso pode ser mais doloroso do que um punhal ao atravessar a carne.

Os restos de algo não consumado se instalam como tumores, ora crescendo, ora diminuindo, mas sempre latentes. Aguardam o momento de se espalharem e consumirem a vida que há no corpo antes sadio.

A primeira etapa é tentar não despender muita atenção ao intruso, ignorá-lo ao máximo. A segunda etapa é a tristeza sem motivo, num misto de saudade do que podia ter sido. A terceira etapa é a raiva causada pela impotência de mudar o que lhe foi imposto. E essa raiva seguirá sempre, misturada à tristeza e à saudade. O tumor cresce. E a quarta etapa não esconde mais o estrago físico causado pela dor, mágoa, desilusão.

Dói como um membro amputado. Não deveria mais doer, mas ainda dói. Há algo aqui dentro sempre doente desde então.

Em 09.08.09

quinta-feira, agosto 06, 2009

E as fronteiras se foram

Você me fez esquecer fronteiras. E retornar à inocência de uma travessura inconsequente. Olhos que encaram e fogem, mãos que se tocam de leve, corpos quentes que, de tão próximos, trocam o luxurioso calor do desejo. Esquecer onde estamos, com quem estamos, o que poderá acontecer. Não, nada disso cabe no agora. O momento é perfeito do jeito que ocorre, sem planos, sem julgamentos. E as fronteiras se foram... nenhum espaço entre nossos lábios, nenhum outro alguém no mundo. Sabemos que não estamos sozinhos, mas a naturalidade das ações fez de nosso momento algo invisível. E eterno. Repetimos até cansarmos. E recomeçamos. E conversamos. Enfim, nos entendemos. Obrigada pela confiança.

Palavras simples para coisas simples: carinho, sinceridade, desejo, amizade.

Você se importa?

Temos necessidade de saber que fazemos falta para alguém, que se importam conosco. Será essa necessidade o motivo de criarmos laços, amizades, casarmos, procriarmos? Geramos relações e filhos que dependam de nós.
Alguém vai notar se você não sair de casa amanhã? E depois? E se você não sair de casa a semana toda, alguém perceberia? (O chefe não conta.)
O quanto você se importaria se ninguém se importasse?

Em 05.08.09