terça-feira, abril 19, 2011

Escolhas

"O problema, falando simplesmente, é que não podemos escolher tudo ao mesmo tempo. Assim, corremos o risco de ficar paralisados pela indecisão, com pavor terrível de que cada escolha esteja errada.(...) As ocasiões em que realmente optamos e depois sentimos ter assassinado algum aspecto do nosso ser ao tomar aquela única decisão concreta são igualmente inquietantes. Quando escolhemos a Porta Número Três, tememos matar uma parte diferente de nossa alma, mas igualmente decisiva, que só poderia se manifestar se tivéssemos entrado pela Porta Número Um ou pela Porta Número Dois."

Liz Gilbert

segunda-feira, abril 18, 2011

Eu não sou você

Me chame de antiquada, brega, cafona. Diga que meus anseios são ultrapassados. Ria de minhas pequenas frustrações, ou talvez só olhe-as com desdém. Desmascare minha frieza autosuficiente, escarneça de meus ideais declarados.

Eu não sou você. Eu minguo sem carinho, sufoco sem atenção. Quero amor exagerado e incondicional, mesmo que seja eterno apenas enquanto dure. Quero o sabor de saber que você fez todo o possível para estar ao meu lado. E mais: que você não preferiria estar em nenhum outro lugar. Quero flores, mimos, bilhetinhos de amor sem motivo. Quero acordar ouvindo sua respiração profunda e serena. Quero criar laços tão compridos que eu tropece e me enrosque neles. Quero confundir felicidade com o seu cheiro. Quero tocar o céu através de suas mãos. Quero mergulhar em você até não reconhecer mais as fronteiras de meu corpo.

Eu me entreguei a você sem pedir nada, embriagada em sua simples existência. Agora confesso, um pouco envergonhada talvez, que quero sim algo em troca. Quero todo o amor que me julgo capaz de receber.

(em 05.04.11)

Assim vai meu coração

A sua insegurança
alimenta a minha.
De tão segura,
perco totalmente a razão.
De tão contente,
perco o sorriso e a paz.
De um extremo a outro,
assim vai meu coração.

(em 21.02.11)

Quero paz?

Eu não me sinto à vontade. Nem segura.
Quero paz. Quero paz?

(em 02.11)

Sinto muito

Dilacerada pela dor, olhos turvos pelas lágrimas, só consegui estender a mão para alcançar um pedaço de papel e dar vazão a meu sentimento. E foi isso que escrevi naquele dia [03.01.11]:

Sinto muito por ter me apaixonado por você. Sinto muito mesmo. Nunca quis te machucar de verdade, a não ser por um medo irracional de que você me machuque de novo.

Misto de angústia e culpa por te amar. Angústia porque não importa o que eu faça, você não consegue se sentir à vontade com meu amor. Culpa por talvez te forçar a me dar algo que nunca terei.

Eu sou forte para bancar meus sentimentos. Mas sou fraca em insistir quando não pareço correspondida. Triste nadar muito e morrer logo depois da arrebentação. Queria ao menos pisar na praia com você.

(em 04.04.11)