"E mesmo que a última coisa que eu veja na vida seja uma cerca elétrica, ainda assim eu fui feliz."
Essa frase me acordou hoje às três e meia da manhã. Não somente a frase, mas a sensação de morrer de encontro a uma cerca elétrica, correndo, com uma sensação de liberdade, plenitude, e um sorriso nos lábios.
O final feliz de um "filme" longo, que pode ter durado alguns segundos em meu cérebro, sobre a vida. Mais especificamente, sobre a geração da vida, a multiplicação, a transformação. Os diferentes rumos que cada ser humano pode tomar ao longo da vida, da concepção à morte, gerando ou subtraindo oportunidades, momentos, laços, histórias.
Andar, andar, andar e nada encontrar. Correr e estar no mesmo lugar. Olhar para o lado e encontrar um sorriso amigo, um conforto inesperado. O sol da manhã bater no rosto, a chuva fria açoitar as costas. Mãos dadas. Olhos perdidos. Pés descalços. Frios. Quentes. Pequenos. Grandes. Todos os tipos e formas, sempre em frente. Uma multidão de eus, caminhando a esmo, de diferentes idades, histórias, essências, todos frutos de mim. Uns sobrevivem, outros não.
E, ao fim, ver que de mim prolifera vida. Ao olhar para trás, plenitude. E corro, corro, corro. Sorrindo.
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ResponderExcluirQue seja plena a sua felicidade...plena. Que seja eterna. Que momentos de dor não te façam pensar que a felicidade acabou, pois só acabará quando você ser fartar dela.
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