Eu sou meu próprio pranto, meu acalanto, a mão que fere e resgata. Sou meu próprio armário de segredos escondidos e sonhos guardados. Sou meu berço e meu túmulo, a letra na minha epígrafe e na minha lápide.
Sou meu próprio algoz, desferindo golpes cruéis de compaixão. Ou meu próprio guerreiro, resgatando mistérios renegados. Sou a briga, a discussão, a inquisição. Sou brisa, alento, tempestade. E sou meu próprio furacão.
Sou minha própria justiça e condenação. Sou minha própria absolvição e perdão. Sou cura, sou doença. Sou minha própria crença. Sou doçura e amargor. Sou minha própria dor.
E quando, vencida, deito exausta.. sou meu próprio cafuné.
Sou meu próprio algoz, desferindo golpes cruéis de compaixão. Ou meu próprio guerreiro, resgatando mistérios renegados. Sou a briga, a discussão, a inquisição. Sou brisa, alento, tempestade. E sou meu próprio furacão.
Sou minha própria justiça e condenação. Sou minha própria absolvição e perdão. Sou cura, sou doença. Sou minha própria crença. Sou doçura e amargor. Sou minha própria dor.
E quando, vencida, deito exausta.. sou meu próprio cafuné.
Em (insônia) 25.04.09
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