Escolho caminhos tortuosos para trilhar, e aparentemente nunca o mais fácil. Ando, corro, tropeço, levanto, sento, choro. Não há como saber qual o caminho certo, se é que existe este tipo de definição. Oscilo entre o tentar voltar e o ir mais rápido. Quero paz mas não suporto parar. Quero parar mas não consigo ficar calma. Quero ficar calma, mas a mente não obedece.
Drugs don't work anymore... sinto-me bêbada quando estou sóbria, e lúcida quando estou dopada. O que deveria ser anormal está se tornando anormalmente normal. Não sei mais o que é não estar ansiosa, preocupada com algo. Não sei mais o que é ler um livro com calma, sem devaneios da mente. Não sei mais descansar o corpo, sem anestesiar a alma. A mistura perigosa de dor e prazer está me cansando além de meus limites.
No momento estou aqui, sentada frente ao computador, com uma grande interrogação nas mãos. Fugir do mundo para sozinha lamber minhas feridas? Ou compartilhar a cura, sabendo que irei ganhar novas feridas?
Confesso que em passado recente tentei as duas formas. Ambas dolorosamente inúteis. Sozinha, foi um tanto quanto vazio e desesperador. Compartilhando, acabei sangrando mais do que devia.
Drugs don't work anymore... sinto-me bêbada quando estou sóbria, e lúcida quando estou dopada. O que deveria ser anormal está se tornando anormalmente normal. Não sei mais o que é não estar ansiosa, preocupada com algo. Não sei mais o que é ler um livro com calma, sem devaneios da mente. Não sei mais descansar o corpo, sem anestesiar a alma. A mistura perigosa de dor e prazer está me cansando além de meus limites.
No momento estou aqui, sentada frente ao computador, com uma grande interrogação nas mãos. Fugir do mundo para sozinha lamber minhas feridas? Ou compartilhar a cura, sabendo que irei ganhar novas feridas?
Confesso que em passado recente tentei as duas formas. Ambas dolorosamente inúteis. Sozinha, foi um tanto quanto vazio e desesperador. Compartilhando, acabei sangrando mais do que devia.
De todas as maneiras
De todas as maneiras
Que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas pra sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coraçãao
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
De todas as maneiras que há de amar
Já nos machucamos
Com todas as palavras feitas pra humilhar
Nos afagamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
(Chico Buarque)
Nenhum comentário:
Postar um comentário