Sinto culpa por não sentir culpa.
Deveria sentir-me assim?
Há tempos não há certo e errado
mas o mundo continua igual:
os lábios risonhos,
as mãos estendidas,
e os olhos céticos.
Suave repressão,
calada reprovação.
A vida é doce
amarga, somente eu
ao ignorar as regras
desrespeitar os costumes
dar as mãos para o incerto
e mergulhar sempre no abismo
de um desconhecido conhecido.
Ainda aproveitando o caminho,
tropeçando nas curvas
ignorando o destino
fugindo das rotas ordinárias...
E na falta de algo para padecer
culpa por não sentir culpa
amor pelo não amor
paixão pela falta
raiva pelas fraquezas humanas
minhas, tuas, nossas...
Ela ainda me persegue.
quinta-feira, setembro 24, 2009
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