segunda-feira, agosto 10, 2009

Amor Amputado

Quando alguém te oferece o mundo em forma de amor e você rejeita, sem motivo plausível ou consistente, isso pode ser mais doloroso do que um punhal ao atravessar a carne.

Os restos de algo não consumado se instalam como tumores, ora crescendo, ora diminuindo, mas sempre latentes. Aguardam o momento de se espalharem e consumirem a vida que há no corpo antes sadio.

A primeira etapa é tentar não despender muita atenção ao intruso, ignorá-lo ao máximo. A segunda etapa é a tristeza sem motivo, num misto de saudade do que podia ter sido. A terceira etapa é a raiva causada pela impotência de mudar o que lhe foi imposto. E essa raiva seguirá sempre, misturada à tristeza e à saudade. O tumor cresce. E a quarta etapa não esconde mais o estrago físico causado pela dor, mágoa, desilusão.

Dói como um membro amputado. Não deveria mais doer, mas ainda dói. Há algo aqui dentro sempre doente desde então.

Em 09.08.09

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