Há um tempo decidi só gostar de quem gosta de mim. Não é como se eu pudesse programar sentimentos, e sim evitar nutrir afeição exagerada por aqueles que não me dão o devido valor. Então, com base nessa decisão, comecei um processo de te matar dentro de mim. Te sufoquei até você agonizar. Fiquei satisfeita com o resultado, foi melhor do que esperava – tive paz no coração. E assim segui, dia após dia, até descobrir que estava enganada. Pude ver nos seus olhos o quanto gosta de mim, e não estou falando apenas de amizade. As suas palavras dizem não, mas seus gestos, expressões, seu comportamento, sua insistência em estar sempre por perto – tudo indica o sim. E pude constatar, não sem medo ou frustração, que te deixei agonizante dentro de mim, mas você sobreviveu.
Em 16.06.09
E agora você finalmente optou pelo suicídio. Obrigada.
Em 03.07.09
Em algum momento terei paz. Rehab again.
No momento, vagando por submundos de imagens milimetricamente elaboradas, palavras artificialmente lançadas, gestos ridiculamente calculados. Um desfile de modas, exagerado e fresco como a juventude. Vazio e fútil - por momentos senti-me assim também, envolta em um clima superficial no qual ninguém ganha nada. E para também não perder, mergulhei fundo, chafurdei na lama de luxúria, ebriedade e crueldade. Sem meio termo. Sem consciência. Sem medo. Vingar meu espírito com o corpo. Fazer sofrer, ignorar, usar, descartar. Um ciclo no qual as pessoas se entretêm e acabam presas, seduzidas por uma realidade desfigurada. Alguém te machuca, você machuca alguém. Alguém te descarta, você descarta alguém. Na corda bamba. Roleta russa. Julgo severamente e aceito generosamente. Diversão casual. Risadas desconexas, pensamentos idem, mas o objetivo é comum. Diversão superficial. Satisfaz como um carinho momentâneo, dói como um leve arranhão. Apenas sigo.
Em 16.06.09
E agora você finalmente optou pelo suicídio. Obrigada.
Em 03.07.09
Em algum momento terei paz. Rehab again.
No momento, vagando por submundos de imagens milimetricamente elaboradas, palavras artificialmente lançadas, gestos ridiculamente calculados. Um desfile de modas, exagerado e fresco como a juventude. Vazio e fútil - por momentos senti-me assim também, envolta em um clima superficial no qual ninguém ganha nada. E para também não perder, mergulhei fundo, chafurdei na lama de luxúria, ebriedade e crueldade. Sem meio termo. Sem consciência. Sem medo. Vingar meu espírito com o corpo. Fazer sofrer, ignorar, usar, descartar. Um ciclo no qual as pessoas se entretêm e acabam presas, seduzidas por uma realidade desfigurada. Alguém te machuca, você machuca alguém. Alguém te descarta, você descarta alguém. Na corda bamba. Roleta russa. Julgo severamente e aceito generosamente. Diversão casual. Risadas desconexas, pensamentos idem, mas o objetivo é comum. Diversão superficial. Satisfaz como um carinho momentâneo, dói como um leve arranhão. Apenas sigo.
Acordar é privilégio apenas de quem adormeceu.
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